segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Amigos do Dia

Estes dois amiguitos apareceram agora no estaleiro de obra onde estou.

Estive a dar-lhes de comer (ainda temos aqui um pouco do saudoso bolinhas - cão de guarda que esteve ao nosso cuidado por uns meses) e como têm coleira fiquei-me por aqui.

Vamos lá ver se amanhã estão cá.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Código: Fénix no berço


Pois é... O meu pequenino está no berço (novamente!).

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

De que estão à espera?



Refastelado no sofá após 10h de labuta via o noticiário do dia.

Até estava a achar interessante. O Manuel Alegre, o furacão, o salvador da pátria dos benfiquistas - que fazia parte da selecção grega e eliminou Portugal (daí o irem buscá-lo?), entre outras actualidades.

De repente julguei que, por qualquer falha técnica, tinha ido para o ar o programa Praça da Alegria. Todo lampeiro e produzido surge no ecrã, junto a umas prateleiras, o Jorge Gabriel (J.G).

Pensei: deve estar a chegar o dia da avó e a Praça da Alegria vai oferecer mercearia aos que tivessem mais de 15 netos.

Não, não, nada disso.

Tratava-se de mais um fantástico golpe publicitário, abrilhantado por uma figura pública do nosso jet (a Sónia Araújo bem vai dizendo que não é só o seu belo traço de cara a sua arma para trabalhar (imagino que sim), mas ainda não chega aos pés do J.G.)

De modo despachado e confiante o J.G. informa, em directo, o seu paradeiro: J***o (nome de hipermercado cujo símbolo é um elefante sportinguista) de não sei de onde (falta imperdoável nos anúncios aos detergentes onde nos sujam a roupa sem contarmos – assim não podemos ter o prazer de dar um bofetão ao caramelo sorridente que faz a proeza).

De modo a não ser só mais um anúncio entrevista o JG o CEO/Frize/Matrix/Responsável pelo Apeadeiro/J***o de não sei de onde (JNSDO) – e para nosso gáudio constatamos a nacionalidade do bicho – Espanhol.

Curto, grosso, o diálogo inicia-se, qualquer coisa como:

JG: é verdade que o Jumbo tem os preços mais baixos de mercado?

CEO/Frize/Matrix(…): é sim senhor!

JG: e é verdade que o Jumbo compara diariamente mais de 3000 preços?

CEO/Frize/Matrix(…): é sim senhor, é o nosso trabalho!

JG: e é verdade que o J***o devolve até 20 vezes a diferença a quem provar que comprou mais barato?

CEO/Frize/Matrix(…): é sim senhor!



JG (empurrando o CEO/Frize/Matrix(…) contra as prateleiras : Pois é. O J***o…, …, blá blá, blá….

Sim senhor, digo eu. Grande anúncio.

Mas o melhor ainda estava para vir.

A dada altura diz JG: Por isso se nos últimos 30 dias fez alguma compra de arroz “yfkk” por menos de 62 cêntimos/Kg venha aqui ao JNSDO, ou a qualquer J***o perto de sí, que nós(?) devolvemos até 20 vezes a diferença!! Venha que não e só para aparecer na televisão!


Rapidamente, perante tal revelação, fiz umas contas de cabeça.

Ora se eu tivesse comprado em qualquer lado um Kg de arroz "yfkk” por 60 cêntimos o JNSDO dava-me 20*0,02 euros, ou seja 0,4 euros (40 cêntimos=80escudos).

Querem mais do que isto?

Façam o que eles dizem, apareçam na televisão e ganhem 40 cêntimos! Mesmo que para lá chegarem andem mais de 15 Km (que a uma média de consumo de 7 litros aos 100 só lhes custa cerca de 3 euros – ida e volta).

Sempre aparecem na tv!

E aproveitem para fazer uma compras, lógico.

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Afinal de quem é a culpa?

Assistimos incrédulos a mais um aumento nos preços dos combustíveis.

Os noticiário revelam que o gasóleo ultrapassou a "barreira psicológica" de 1 euro/litro. Barreira psicológica??? Querem dizer que a partir de agora os aumentos não serão relevantes porque a barreira psicológica foi ultrapassada?

Intrigado com a causa dos aumentos resolvi prestar mais atenção ao que se tem passado.

Começei a ler as informações que nos "põe à mesa" os media e qual o meu espanto ao saber o porquê deste último aumento... Ora o preço do barril de petróleo subiu porque os mercados financeiros "temeram" os efeitos de um possível furacão nas captações de petróleo. Toma lá que é para aprenderes!!!

Imaginem o quadro:

Bolsa de Nova Iorque:

10:00h da manhã (locais) (preço do barril 50 dólares) - Um engravatado, armado em corrector financeiro, dá um grito ao ler o boletim metreológico. Os seus óculos armani vão pelos ares ao mesmo tempo que este começa a correr pelo meio dos colegas aos gritos:

- As captações vão ser afectadas por um furacão!!!!

10:05h (preço do barril 54 dólares após alvoroço dos chineses): Papéis pelos ares, gajos aos gritos por todos os lados com os braços levantados como que a pedir ajuda divina, telemóveis no ar, confusão geral.

10:06h (Entretanto na Bolsa de Londres) - Um british recebe um telefonema, dizendo depois aos outros : "God save the Queen!! and Lady Di! We are out of gás!

10:08h (Novamente em Nova Iorque com o barril ao 62 dólares): Já não se vê ninguem, só papéis e telemóveis no ar

Compra! Compra! Compra!

Chineses - Eu complo, eu complo, eu complo!!!

Portugueses com uma placa a dizer "Eu troco a minha casa e a minha mulher por petróleo. Podem ficar com o tractor também"

Londre, 10:10h: Tony Blair e Durão Barroso adoptam um plano especial de emergência. Todos os Europeus andarão a pé.

Conseguem abrandar a escalada do preço, que entretanto situava-se nos 62 dólares/barril

NY, 10:15h (preço barril a 68 dólares): Todos gritam "Quem me empresta 10 dólares?"

Entretanto da OPEP sai um telefonema a encomendar mais 80 mercedes topo de gama, 22 ilhas no pacífico e, também, uma requisição à melhor casa de putas da cidade "A partir deste momento não atendem mais ninguém. Vamos a caminho".

Atingido o pico no preço do petróleo, com toda a gente hipotecada, a coisa aguenta-se pelos 68 dólares.

CNN, Sky News, Sic Radical e outros em directo na bolsa, muito atrapalhados, a entrevistar a mulher das limpezas. "Como se sente?" é a questão mais ouvida.

Londres, 10:20h:

Os autocarros param. Televisões em directo, parabólicas na rua e muita polícia gritando "Tá a circular, tá a circular". Ingleses resmungam baixinho, árabes com mochilas às costas a sair dos autocarros e a correr pro meio da multidão.

preço barril: 60 dólares.

NY, 10:25h:

Os gajos da OPEP na casa de tias, no meio de um grande bacanal:

- Então, achas que tá na altura de lhes dizer que fomos nós que compramos os gajos do boletim metereológico?

-Hum... A esta hora já devem estar falidos... É melhor ligar senão os combustíveis sobem muito e começa tudo a andar a pé.

-É. Entretanto, enquanto baixa/não baixa, já temos dinheiro para comprar as explorações de petróleo todas....

-Sim, Sim.Mudando de assunto a tua mexe-se bem? a minha pareçe uma gazela...

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Pois é. É a barreira psicológica.

terça-feira, 23 de agosto de 2005

O vazio

Já me tinha sentido daquela forma estranha algumas vezes. Contudo nunca com aquela intensidade e rapidez.

Quando recebi o telefonema e me disseram que tinhas partido a terra abriu-se de repente e tudo ficou suspenso na frase "O Barros morreu".

Lembro-me, como estivesse agora no mesmo instante, que mal a frase acabou veio o vazio.

Não sei por onde andei até que me encontrei de novo. Chorei escondido de todos porque havia perdido não só um grande mestre e patrão como um grande amigo, daquela forma estúpida e cruel.

Fugiste sem dizer nada a ninguém mal se tinha acendido a luz ao fundo do túnel que atravessavas. Não acredito que te apanhassem sem luta, não era a tua maneira de ser.

Admirei como tiveste frieza para planear a tua despedida - exemplar na minha maneira de ser - e a continuidade dos teus.

Até na morte admirável e exemplar.

Um dia destes apanho-te João Barros,

vais-me pagar pelo vazio que deixaste e que luto por preencher!




Se eu gritar ouves o meu grito?
Ouves até ao fim
Mesmo que ouvindo te doa
Te perfure os tímpanos, te atravesse
Como me atravessa a mim?
Guardas o meu grito?
Lembrar-te-ás um dia
Quando já não me ouvires,
Quando eu for só memória,
Quando o grito ecoar longínquo
Como trovão que ainda ribomba
Mas já passou,
Quando o grito for só sussurro
Lembrar-te-ás quem o gritou?

Poema da Encandescente

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Incêndios - Passo seguinte


Cheira-me que agora que ardeu tudo vai ser preciso incentivar/pagar a reflorestação e que não vão faltar empresas cheias de vontade para a tarefa...
Até já devem conhecer o terreno!

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Tristes Alegres

Estão de férias. Sim porque também têm direito a descanso do trabalho árduo de 11 meses (caso o consigam após as férias do ano anterior!).

Entretanto deambulam por quase todo o lado, prestáveis e atenciosos com quem lhes cede um olhar.

Quase sempre os vejo alegres mas sinto que no fundo a sua alma está partida (basta estar atento ao brilho dos seus olhos). Outros não disfarçam a angustia.

Recordam os seus patrões que, embora preocupados, partem de vacances. Alguns têm a sorte de ter patrões interessados no seu bem-estar, chegando-se até ao ponto de lhes dar transporte até uma zona onde, com alguma sorte, conseguem novo emprego (imagine-se). Caso contrário resta a esperança de voltar ao emprego que deixaram.

Percebo e compreendo a posição do patrão. Tem que ser, custa mas tem que ser, senão a empresa pode pôr em causa o seu equilíbrio nos "cash-flow". E empregados destes arranjam-se sempre.

Por outro lado não consigo estar alheio e/ou passar ao lado. Gostaria de empregar na minha empresa mais alguns mas estou sem condições e os que actualmente trabalham para mim são muito conflituosos.

Só me resta ajudar outras empresas, privadas ou estatais, e esperar que todos façam o mesmo.

Lutem pelos Vossos empregados (caso os tenham). Se não têm uma empresa abram-na!

Ajudem por favor, da maneira possível





Vão ver que eles agradecem.




quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Será que foi este que me tornou no que sou hoje?


Scénario :
Ollivier, Jean
Saisissez ici les erreurs à corriger sur cet album ou cette série Vous devez vous identifier pour saisir un commentaire sur cet album.
Dessin :
Chéret, André
Couleurs :
Chéret, Chantal
Editeur :
Hachette
Dépot Légal :
10/1983
Estimation :

Collection :

Taille :
Format normal
Format/TT/Int:

ISBN :
2-01-009600-2
Nb Pages :
44
Crée le :
18/02/2003
Image :
400x550 47 Ko © Hachette - 1983 - Chéret/Ollivier
Information :

Onde Param?


Sem querer surgiu-me na mona um pensamento. Onde param estes sujeitos adoráveis que nos ajudariam a manter os pratos sem tantos riscos?

domingo, 14 de agosto de 2005

Venga, que lás férias terminaram


É com muita, muita, mesmo muita pena que me vejo de novo em Portugal...

Como diz o outro "Eu quero voltar prá ilha!!".




Palavras Chave: Paz, calor, natureza em estado bruto

Logo que possa conto contar-vos as estórias que por lá passei - mal tenha revelado os 22 rolos de fotografias que trago na mala e consiga recuperar deste choque que sofri ao chegar.

Até breve, Um abraço

domingo, 31 de julho de 2005

Hasta la vista


Amigos, colegas, familiares, vizinhos, etc., vou de Férias!

Não é que queira ir nesta altura do ano mas as forças não dão para mais.

Para qualquer assunto urgente é favor falar, pessoalmente, nos locais identificados (à procura do nobel).

Obrigado povo, hasta breve

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Compras....


Como no domingo tinha um casório (mais um grande amigo que foi para a forca) no sábado tinha que comprar um postal para anexar à prenda. Às 10:40h da noite a única ideia que tive foi de ir ao shopping do belmiro. A pergunta que me fiz, mal entrei no edifício foi "O que faz tanta gente aqui dentro num sábado à noite?".
Pensativo lá foi circulando por entre o banho de multidão, tentando chegar à loja pretendida.
A única explicação que me saltava constantemente na mente era a de que o povo não sabia que era SÁBADO À NOITE, que no dia seguinte era Domingo e, consequentemente aquelas preciosas horitas tinham que ser consagradas aos copos e aos amigos.

Depois dizem que os portugueses são aqueles que mais anti-depressivos tomam...

Com estas divagações e ao ver tantas pessoas do sexo feminino nas lojas consegui finalmente perceber qual a razão que nos leva a saltar mal olhamos para as etiquetas dos preços...é que as mulheres não largam as lojas (até num sábado à noite às 11h da noite!!). Se estivessem nos copos (como deviam) os lojistas diziam "Ó pá...se calhar temos que baixar os preços para atrair mais clientela." Assim não dá. Mulheres: Fiquem em casa se não quiserem ir prá noite, mas, por favor, nada de ir "espreitar" as lojitas!! - só gastam dinheiro, os preços vão sempre subindo e eu não posso comprar um par de sapatos em termos.

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Há dias assim...


Hoje é um daqueles dias infernais em que era esperto se tivesse ido pra praia.
Exausto e com o dia de trabalho quase no fim pergunto-me quem foi o idiota que inventou o trabalho?

De certeza que não aturava empreiteiros, principalmente em tempos de apertar o cinto quando se torna necessário recorrer a todos os truques e artimanhas para ganhar uns cobres extra (sendo estes o balão de oxigénio para os preços super esmagados com que concorrem às obras).


Dedica-se muito tempo a uma empresa exigente e organizada, onde prevalecem aqueles termos marados, tipo downsizing, outsorcing e outros terminados em ing (excepto os aplicados a desportos radicais) , que te transformam em apenas mais um número responsável por gerar e gerir muitos mais números, para quê?

Tirando o maldito tostão e o empenhamento pessoal o que fica?

Lembro-me, e acho que nunca o esquecerei, o que me disse um dos meus "mestres" e colega de profissão: "Quando deres por ela tás acabado, a tua mulher está velha e não viste os teus miúdos crescerem".

É isto que queremos?

Caminharemos nós para o precipício?

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Tragam a bússola

Hoje, dia memorável, fui percorrer o novo troço da A27 (que liga Viana do Castelo aos Arcos de Valdevez). Tinha que estar cedo em Arcos de Valdevez e lembrei-me da nova pista.

Na ida tudo porreiro. Asfalto novo! e três túneis enormes (o maior deve ter 500m)!! As mudanças de piso e juntas de dilatação é que deixam a desejar mas, pró tuga chega e a inauguração tinha que ser feita.

Já na volta as coisas não correram tão bem. Como tinha que passar em Pte de Lima lembrei-me (maldita hora) de vir pelas Lagoas de Bertiandos. Mal surgiu a placa que dizia Lagoas toca a mexer que o caminho é por aqui. Bem... primeiro quase que me mato logo na saída porque as inclinações deixam muito a desejar e quem entra nesta não vê o que tem à frente.

Refeito do susto e já todo lampeiro segui as placas que indicavam "Lagoas". O problema foi que passados praí 500m as palcas deixaram de existir... Eu as lagoas ainda as vi mas depois por mais que olhasse para o Sol à procura do Norte não me orientava.

Andei, seguramente, uns 10 Km, por caminhos que não sou capaz de repetir (e ainda tive que parar para os madeireiros poderem cortar os pinheiros que acabaram de arder - coincidência???) até que dei por mim quase em Lanheses!!! A 8 Km de Pte de Lima...

Por isso meus amigos, quando vierem ao Norte, TRAGAM UMA BÚSSOLA!!!

terça-feira, 12 de julho de 2005

noasfalto-I

Vou tentar ter tempo para este blog.
A ideia surgiu por influência de um grande amigo, daqueles que não aparecem às boas.
Darei notícias em breve (assim o espero)