quinta-feira, 20 de outubro de 2005

O que te faz sorrir?

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Tocam de novo as trombetas!!


Já está anunciada mais uma greve dos professores. Para Novembro.
Os sindicatos gabam-se de ser a 1ª vez, após o início da democracia portuguesa, que as três frentes sindicais representativas dos stôres estão unidas num propósito: não à perda de regalias e sim à dignificação da carreira. Dizem também que durante os mandatos dos 27 ministros da educação desde essa data até hoje nunca se havia visto tal coisa.
Ora então, e desde já, os meus parabéns.
Finalmente se prova a minha teoria sobre a necessidade de um novo Salazar, que espero que seja o actual 1º Ministro.

Todos nós temos a percepção da nossa caminhada sobre o fio da navalha em termos de balanço entre despesa na administração pública e, no lado oposto, receitas do Estado. O almejado equilíbrio tem que ser atingido com base num rigoroso controlo das despesas e proveitos. A proposta de orçamento de Estado para o ano 2006 (OE2006) aponta nesse sentido, quer no ano em questão quer nos próximos.
Também sabemos que para sair do pântano o estado só tem uma alavanca: aumento da receita (já que despedir muitos dos inúteis funcionários públicos é complicado – com todo o respeito pelos funcionários públicos).
Temos consciência que a receita pública tem origem em dois mananciais: as contribuições para a Segurança Social e Impostos.
Sendo incomportável à sociedade um novo aumento de impostos que resta fazer?
Salvo algumas afinações nos regimes tributários (como o “imposto sobre a riqueza” que ascende agora a 42%), os possíveis ataques às off-shores, à fuga fiscal e reformulação de um ou outro imposto, o Estado tem duas hipóteses: fingir um cenário idílico de “tamos na maior e o não falta é dinheiro” ou agarrar o touro pelos cornos. Mas, como o touro foi também por nós solto, existe uma obrigação de ajudar na agarra…e aí é que o touro torce o rabo!
O exemplo vem dos professores com a actual luta. Ou seja quem quiser que agarre o touro que nós em primeiro lugar não temos nada a ver com o problema e, em segundo, já trabalhamos que nos matamos. Agora nem pensar é em reduzir as nossas reformas, em aumentar idades de reforma, aumentar horários de trabalho e outros. Isso é que não! Senão, dizem eles, está posta em causa a sua honorabilidade, dignidade, e, note-se bem, qualidade do ensino!!
Pergunto eu: Qual qualidade do ensino? A que temos actualmente?

Eu trabalho, em média, 9 horas/dia. Desconto para a Segurança Social, pago impostos, não tenho ADSE, tiro 15 dias de férias quando calha (porque a empresa não deixa tirar férias corridas), não posso almoçar em cantinas, ganho mal, sou avaliado diariamente, peço um aumento e apontam-me a porta (por onde ao eu sair surgem 40 pró meu lugar), etc, etc, etc, e tenho noção, tal como toda a gente com olhos, que a nossa função pública é privilegiada. Entre outros os professores.
E sei que somos nós os jovens que, também por isso, vamos pagar a factura mais cara. E vocês sabem como a vamos pagar…

No meio disto tudo, que me repugna, apreciei as palavras do Sr. Ministro das Finanças sobre o OE2006, ao afirmar, por outras palavras, que o rumo é este, faça barulho quem quiser. Apreciei a postura contida e reflectida dos economistas mais nomeados da praça, que sabem a situação do país muito melhor do que nós, e afirmam ser um orçamento credível, realista e possível para agora.
Mesmo a direita oposicionista está a analisar cuidadosamente o OE2006.

Quem fez barulho? A esquerda mais radical (para variar) e os professores (até agora).
“Tá mal, tá mal e tá mal (numa primeira vista)”.

E todos sabemos que o cinto ainda vai apertar mais, porque, simplesmente, tem que apertar mais, de modo a corrigir erros do passado, as espertezas do tuga saloio e chico esperto. Depois de ter a casa arrumada e a máquina a funcionar (sem areias nas engrenagens) poderemos exigir mais.

Até lá querem Milagres? Ou o que interessa é saltar fora do barco (de preferência com uma boa reforma, tipo políticos) enquanto estão a tempo? E quem vem atrás feche a porta?

É que se for para saltar fora do barco mais vale acabar de vender o país aos espanhóis ou, não descartável de todo, emigrar em massa.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Vantagens e Desvantagens de ser Jornalista (na minha óptica)







Vantagens:

- andar em carros com parabólicas em cima;
- andar em motas atrás de ciclistas;
- passar as filas de trânsito mais rápido que o pessoal parado ;
- correr de um lado para o outro sempre rodeado de colegas que nos querem roubar o lugar ou invejam o nosso microfone;
- Poder dizer “Boa noite, em directo para a ***, como se sente?”
- Viajar de borla;
- Falar com o Jet-Set nacional;
- Interpelar o Sócrates sem o Jaime Gama autorizar;
- Não ter horários;
- Ver jogos de futebol à pato;
- Ver os festivais de verão à pato;
- Poder dizer ao chefe “Tenho que ir à Austrália ver um canguru a cantar”;
- Ser mulher e ter sempre um men com uma câmara ao lado;
- quando apanhar no pêlo não apanhar sozinho;
- não ter que fazer nada e deixar os outros colegas questionarem os entrevistados;
- ser importante e respeitado, mesmo que nos queiram bater;
- ser pivot e poder proferir comentários doutrinais após as notícias (ao menos alguém nos ouve, mesmo que não queira);
- ser alvo de subornos sexuais a troco de trabalho;
- toda a gente andar atrás de nós e abraçar-nos;

Desvantagens:

- levar tiros no cú no Iraque;
- levar pancada dos nn boys;
- levar pancada dos super dragões;
- levar pancada dos que não ficam em casa;
- ser ignorados;
- ouvir o Ferreira Torres dizer mal de nós;
- ouvir o Dias da Cunha dizer mal de nós;
- ser homem e ter um men com uma câmara ao lado;
- ser homem e não poder usar decotes ousados;
- ser homem e não poder tirar os cabelos da boca, em directo, quando está vento;
- ser apedrejado;
- ser mulher e ter que subir na vida com decotes ousados;
- fazer figura de urso e perguntar “como se sente?” a um gajo que foi atropelado por um canguru que cantava.
- não saber ao certo qual o carro da judiciária que traz o suspeito;
- possíveis problemas de coluna após entrevista ao Marques Mendes e aturar o ar angelical dele;
- ninguém acreditar em nós se falarmos com um copo de cerveja na mão e ter de frequentar festas onde as bebidas e as gajas são à pato.
- ter que saber falar português;
- ser portista e ser obrigado a gritar “É golo do Benfica” como se fosse ter um filho;
- ser pivot e não poder ver as notícias que apresenta em directo;
- ser pivot e não poder mudar de canal a meio das notícias;
- ser pivot e ter que ouvir o que nos mandam ler;
- não poder dizer em directo “puta que pariu” ao ouvir um canguru a cantar;
- ser o gajo que segurava o microfone do Valentim Loureiro no discurso da vitória;

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Palavras para quê!
















É sempre importante ter a máquina à mão. Caso contrário perdem-se estas preciosidades...

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Jipão

E eis que surge uma actualização à biblioteca fotográfica da reconstrução da máquina...
















Tadinho do pequeno. Tem que levar quase tudo novo (chaparia)...




















Até o fundo foi novo
















O pior já passou mas ainda falta muito trabalho!































A mecânica está boa, pior serão as alterações que pretendo (€)

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Weekend III

Como dizia a direcção era Brufe, Terras do Bouro.

As surpresas pelo caminho iam sendo uma constante.















Aqui, ainda no início do percurso, podem ser admiradas aldeias típicas do Alto Cávado e Homem.















Claro que já ia sentindo algumas dificuldades com a máquina digital. Cartões e memórias...entraves à creatividade.

Mas a velhinha reflex ia trabalhando. Pena não ter ainda as fotografias para vos mostrar.


Desta zona à barragem de Vilarinho das Furnas foi um instante.
















Como se esperava, depois de um inverno e verão destes, a aldeia estava parcialmente submersa.
A caminhada até lá era grande, partindo da barragem, e a preguiça e a fome venceram. As fotos, com recurso a uma lente 75-300 mm vieram, não estando ainda prontas (preguiça?).

Assim, em busca de um sitinho simpático para almoçar, encontramos uma aldeia, cujo nome já me passou, mesmo pertinho da barragem.

E voilá:
















(continua, já com as fotgrafias reveladas espero eu...)

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Weekend II

Apesar de só poder sairmos de cá no sábado pela manhã, tínhamos decidido que o fim de semana seria dedicado ao jiboianço pelo Gerês. Afinal está aqui tão perto e por muitas vezes que lá tenha ido surpreende-me sempre.

Assim sendo toca a marchar, delineando o plano um ataque pela parte norte do parque.

Primeira paragem técnica: Arcos de Valdevez. Nada de fotos porque estou farto de lá estar em trabalho.

Café matinal e toca a derreter asfalto em direcção à Serra Amarela (Comecei logo a sentir falta do meu maquinão para desbravar trilhos).

A direcção escolhida indicava-me Germil, em Ponte da Barca, local de muitas cumplicidades e prazeres únicos vividos quando lá trabalhei com a equipa da Valimar.




















































Abandonada pelo tempo e pelas vontades Germil continua a ser uma preciosidade. Existe muito mais para além dos aglomerados e, acreditem, merece bem uma visita cuidada.
Seguimos para Brufe, Terras do Bouro.

O percurso é lindíssimo.


(continua)

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

weekend...













Ora adivinhem lá para onde fui...

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Ainda os Furacões

Estou farto de politiquices. E para mudar de assunto:




Li ontem no público uma notícia, tipo informação inútil, à qual achei piada. Versava sobre o esgotamento dos nomes de furacões, previstos para este ano, nas Caraíbas e Atlântico.

O sistema actual de atribuição de nomes (masculinos e femininos para evitar discussões sexistas) prevê 21 furacões. Ora acontece que o Rita é o 17º e, pela forma como a coisa tá preta, facilmente serão ultrapassados os 21 - obrigando os meteorologistas a recorrer ao alfabeto grego, invocando a tragédia grega.

Noasfalto considera uma tremenda injustiça não ajudarmos nós, mais descansados dos neurónios neste campo, os norte-americanos. Sempre conscientes que o nome é fundamental para uma correcta comunicação com o público.

Sugeríamos então:

Tone, Sogra, Manel, Caralh.., Pu** que Par**, A Tua Mãe ò Boi, Bófia, Direcção Geral de Finanças, IVA, IRS, Quim, Maria e outros.

A esta hora devem estar a pensar “Qual a lógica disto?”.

Imaginem um directo na TV. Certas expressões chave, curtas, só podem elucidar e afugentar a população (consoante o efeito desejado).

Ora vejam:

- Fujam, vem aí a Sogra!

- A Direcção Geral de Finanças avança para o nível 5 e promete arrasar todo o Texas!

- A Bófia está constantemente a mudar de direcção e ninguém sabe ao certo para onde vai?

- O IVA e IRS destruíram todo o comércio do Novo México!

Ou ainda:

- O Tone chegou aos EUA e fodeu tudo!

- Viste a Tua Mãe ò Boi?

- O Quim e a Maria seguiram o rasto da Pu** que os Par**!

- Na Venezuela enquanto o Caralh.. se aguentou ninguém saiu de casa!

Quererão eles melhor?

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Deus, Foste tu que falaste? Por favor continua.








Após um longo período de tempo e de modo inesperado, como eu gosto, consegui a banda sonora do Kill Bill, Vol. I.

Já não sonhava com música tão bela, desde o Requiem do Mozart (composto certamente com ajuda de uma alguma força divina).

Tarantino sempre me impressionou bastante mas na altura não estava preparado para este filme. Comoveu-me e alegrou-me tanto a película que só saldei a dívida comigo próprio ao fim de três idas consecutivas ao cinema.

Sei que pode parecer disparatado mas simplesmente deliciei-me com a sua visão vingativa do mundo e entrei no turbilhão de emoções. Assim me perdi até ao inevitável “fim”.

Entretanto a banda sonora…atormentou-me. Com um poder e sonoridade insuportavelmente incrível, a dada altura, senti-me chorar. Se palavras bastassem e explicassem como queria que a música me invadisse, percorresse as minhas veias a toda a velocidade e seguidamente explodisse…transcendental, senti-me simultaneamente tão livre e leve …. e tão preso ao filme.


Hoje, de álbum na mão, dolorosamente tarde, pus pausadamente os auscultadores, o volume no máximo – insuficiente ainda assim - , deixei-me percorrer e fui com a música para onde ela quis.


Agora posso ver o Vol. II!

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Luto











Um dos pequenitos que por cá vinha morreu atropelado aqui na estrada (post amigos do dia - o cãozinho preto).

Não há direito. Pedi ao pessoal para o enterrar aqui fora e apetece-me mandar as associações de animais pró caralho, porque falei com eles e a resposta foi: "Aguente-os por aí que nós estamos lotados".

Ou então têm aqui a solução para os seus males: Soltem os bichos à beira da estrada!

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Força Rapaziada

As nossas forças armadas estão em grande.

Como o governo proibiu (e muito bem) qualquer manifestação não autorizada destas forças, toca a mandar para a frente de batalha as mulheres dos militares!!! Mulheres: toca a pegar nas armas e enfrentar o inimigo. Toquem as trombetas e, rumo à 1ª linha de fogo, ninguem vos parará.













O mais triste é que, como pudemos ver ontem, elas nem sabem qual o teor dos decretos em questão. E afirmam que estão dispostas a tudo para "defenderem" os direitos dos maridos.

Só neste país...



Nota: Se a guerreiras fossem assim podia haver mais guerras, por favor?

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Estes tugas não aprendem

Há uns dias ouvi parte do forum tsf sobre o pretenso problema do referendo ao aborto.

Os iluminados do costume dissertavam sobre o assunto com muita convicção, e, entre eles tive o prazer de ouvir uma senhora (pela voz deduzi a idade avançada).

Ora contava-nos a senhora em causa que o Governo do Sócratres devia era tratar do desemprego em vez de perder tempo com questões inúteis como esta.

Valha-me Deus... Será que esta gente não pensa? Ao tratar do aborto não estamos nós a reduzir o desemprego?

Mais um(a)


Olhem esta coisa fofa que hoje nos veio visitar.
Já comeu e agora anda por aqui a passear.

O futuro desta pequenita ainda está no segredo dos deuses...












Será que nenhum de vocês está interessado nesta simpática cadela?

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Tecnologia de ponta

Ontem um grande amigo meu disse-me que o seu carro novo tinha problemas. Mais concretamente tinha batido com o pneu traseiro numa esquina murada do jardim. Como era de esperar não ligou ao assunto e tomou o rumo desejado para o destino previsto. Só que pelo caminho notou que o carro fugia um pouco, principalmente ao travar. Pensava ele que o veículo estava desequilibrado, situação resolúvel com um alinhamento de direcção e calibração dos pneus.
A aflição tornou-se maior quando começaram a acender luzinhas no painel de instrumentos aliadas aos irritantes avisos sonoros.
Como sempre o meu tom jocoso não o ajudou. Disse-lhe para voltar à base e ir com a máquina à oficina. Sei que é desagradável mas, em carros caros é melhor prevenir - antes que o acusem de condutor desleixado.

Hoje encontrei-o e perguntei-lhe de que sofria o paciente.

Bem…nada mais que um braço da suspensão estragado. Fiquei perplexo. Um toque num passeio e braço de suspensão pró galheiro. Imagino se fosse na roda dianteira: braço de direcção, suspensão,etc…

Nada mal. Compra um gajo um carro de mais de 6 mil contos para isto. Bates no passeio e pimba...

Pensei com os meus botões que já não se produz artigos como antigamente. No caso dos carros boas eram as marcas que fabricavam máquinas de guerra; prontas para qualquer serviço, nas condições mais adversas de utilização. Bastava algum óleo (cheguei a ver colegas que andavam em carros nos quais “metiam” óleo fula sem qualquer problema) e combustível. E andavam, andavam.

Mas a tecnologia evoluiu…para mal dos nossos pecados.

Hoje assistimos à era da tecnologia de ponta.

Reflectindo sobre o assunto e a origem da designação “tecnologia de ponta”, pensei: ponta porquê?

Andei às voltas com isto até que “vi a luz”.




Ponta porque o consumidor destes utensílios (ditos de ponta) é comparável aos condenados que eram postos a dançar na na tábua dos galeões piratas, própria para os inssurectos. Isto é, o consumidor está na ponta do da tábua, bastando um pequeno deslize para ir ao fundo.

Não é assim que nos sentimos perante acontecimentos como o vivido pelo meu colega?

Pagamos e ainda somos bandidos?

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Sempre o maldito tempo....


Estou sem tempo!

Ando numa correria desenfreada, atrás do nada - sei-o bem -, mas a minha cabeça anda às voltas com tanto para fazer.


Sei que acabo por não fazer nada de jeito com esta atrapalhação e, de modo a descarregar esta fúria silenciosa, vim visitar o meu blog (vejam lá que miséria!).

Agradeço a visita daqueles que por cá tem vindo e prometo que, em breve, terão notícias/comentários/o que for que me dê na gana de pôr aqui.

Abraços a todos,

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Amigos do Dia

Estes dois amiguitos apareceram agora no estaleiro de obra onde estou.

Estive a dar-lhes de comer (ainda temos aqui um pouco do saudoso bolinhas - cão de guarda que esteve ao nosso cuidado por uns meses) e como têm coleira fiquei-me por aqui.

Vamos lá ver se amanhã estão cá.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Código: Fénix no berço


Pois é... O meu pequenino está no berço (novamente!).

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

De que estão à espera?



Refastelado no sofá após 10h de labuta via o noticiário do dia.

Até estava a achar interessante. O Manuel Alegre, o furacão, o salvador da pátria dos benfiquistas - que fazia parte da selecção grega e eliminou Portugal (daí o irem buscá-lo?), entre outras actualidades.

De repente julguei que, por qualquer falha técnica, tinha ido para o ar o programa Praça da Alegria. Todo lampeiro e produzido surge no ecrã, junto a umas prateleiras, o Jorge Gabriel (J.G).

Pensei: deve estar a chegar o dia da avó e a Praça da Alegria vai oferecer mercearia aos que tivessem mais de 15 netos.

Não, não, nada disso.

Tratava-se de mais um fantástico golpe publicitário, abrilhantado por uma figura pública do nosso jet (a Sónia Araújo bem vai dizendo que não é só o seu belo traço de cara a sua arma para trabalhar (imagino que sim), mas ainda não chega aos pés do J.G.)

De modo despachado e confiante o J.G. informa, em directo, o seu paradeiro: J***o (nome de hipermercado cujo símbolo é um elefante sportinguista) de não sei de onde (falta imperdoável nos anúncios aos detergentes onde nos sujam a roupa sem contarmos – assim não podemos ter o prazer de dar um bofetão ao caramelo sorridente que faz a proeza).

De modo a não ser só mais um anúncio entrevista o JG o CEO/Frize/Matrix/Responsável pelo Apeadeiro/J***o de não sei de onde (JNSDO) – e para nosso gáudio constatamos a nacionalidade do bicho – Espanhol.

Curto, grosso, o diálogo inicia-se, qualquer coisa como:

JG: é verdade que o Jumbo tem os preços mais baixos de mercado?

CEO/Frize/Matrix(…): é sim senhor!

JG: e é verdade que o Jumbo compara diariamente mais de 3000 preços?

CEO/Frize/Matrix(…): é sim senhor, é o nosso trabalho!

JG: e é verdade que o J***o devolve até 20 vezes a diferença a quem provar que comprou mais barato?

CEO/Frize/Matrix(…): é sim senhor!



JG (empurrando o CEO/Frize/Matrix(…) contra as prateleiras : Pois é. O J***o…, …, blá blá, blá….

Sim senhor, digo eu. Grande anúncio.

Mas o melhor ainda estava para vir.

A dada altura diz JG: Por isso se nos últimos 30 dias fez alguma compra de arroz “yfkk” por menos de 62 cêntimos/Kg venha aqui ao JNSDO, ou a qualquer J***o perto de sí, que nós(?) devolvemos até 20 vezes a diferença!! Venha que não e só para aparecer na televisão!


Rapidamente, perante tal revelação, fiz umas contas de cabeça.

Ora se eu tivesse comprado em qualquer lado um Kg de arroz "yfkk” por 60 cêntimos o JNSDO dava-me 20*0,02 euros, ou seja 0,4 euros (40 cêntimos=80escudos).

Querem mais do que isto?

Façam o que eles dizem, apareçam na televisão e ganhem 40 cêntimos! Mesmo que para lá chegarem andem mais de 15 Km (que a uma média de consumo de 7 litros aos 100 só lhes custa cerca de 3 euros – ida e volta).

Sempre aparecem na tv!

E aproveitem para fazer uma compras, lógico.

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Afinal de quem é a culpa?

Assistimos incrédulos a mais um aumento nos preços dos combustíveis.

Os noticiário revelam que o gasóleo ultrapassou a "barreira psicológica" de 1 euro/litro. Barreira psicológica??? Querem dizer que a partir de agora os aumentos não serão relevantes porque a barreira psicológica foi ultrapassada?

Intrigado com a causa dos aumentos resolvi prestar mais atenção ao que se tem passado.

Começei a ler as informações que nos "põe à mesa" os media e qual o meu espanto ao saber o porquê deste último aumento... Ora o preço do barril de petróleo subiu porque os mercados financeiros "temeram" os efeitos de um possível furacão nas captações de petróleo. Toma lá que é para aprenderes!!!

Imaginem o quadro:

Bolsa de Nova Iorque:

10:00h da manhã (locais) (preço do barril 50 dólares) - Um engravatado, armado em corrector financeiro, dá um grito ao ler o boletim metreológico. Os seus óculos armani vão pelos ares ao mesmo tempo que este começa a correr pelo meio dos colegas aos gritos:

- As captações vão ser afectadas por um furacão!!!!

10:05h (preço do barril 54 dólares após alvoroço dos chineses): Papéis pelos ares, gajos aos gritos por todos os lados com os braços levantados como que a pedir ajuda divina, telemóveis no ar, confusão geral.

10:06h (Entretanto na Bolsa de Londres) - Um british recebe um telefonema, dizendo depois aos outros : "God save the Queen!! and Lady Di! We are out of gás!

10:08h (Novamente em Nova Iorque com o barril ao 62 dólares): Já não se vê ninguem, só papéis e telemóveis no ar

Compra! Compra! Compra!

Chineses - Eu complo, eu complo, eu complo!!!

Portugueses com uma placa a dizer "Eu troco a minha casa e a minha mulher por petróleo. Podem ficar com o tractor também"

Londre, 10:10h: Tony Blair e Durão Barroso adoptam um plano especial de emergência. Todos os Europeus andarão a pé.

Conseguem abrandar a escalada do preço, que entretanto situava-se nos 62 dólares/barril

NY, 10:15h (preço barril a 68 dólares): Todos gritam "Quem me empresta 10 dólares?"

Entretanto da OPEP sai um telefonema a encomendar mais 80 mercedes topo de gama, 22 ilhas no pacífico e, também, uma requisição à melhor casa de putas da cidade "A partir deste momento não atendem mais ninguém. Vamos a caminho".

Atingido o pico no preço do petróleo, com toda a gente hipotecada, a coisa aguenta-se pelos 68 dólares.

CNN, Sky News, Sic Radical e outros em directo na bolsa, muito atrapalhados, a entrevistar a mulher das limpezas. "Como se sente?" é a questão mais ouvida.

Londres, 10:20h:

Os autocarros param. Televisões em directo, parabólicas na rua e muita polícia gritando "Tá a circular, tá a circular". Ingleses resmungam baixinho, árabes com mochilas às costas a sair dos autocarros e a correr pro meio da multidão.

preço barril: 60 dólares.

NY, 10:25h:

Os gajos da OPEP na casa de tias, no meio de um grande bacanal:

- Então, achas que tá na altura de lhes dizer que fomos nós que compramos os gajos do boletim metereológico?

-Hum... A esta hora já devem estar falidos... É melhor ligar senão os combustíveis sobem muito e começa tudo a andar a pé.

-É. Entretanto, enquanto baixa/não baixa, já temos dinheiro para comprar as explorações de petróleo todas....

-Sim, Sim.Mudando de assunto a tua mexe-se bem? a minha pareçe uma gazela...

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Pois é. É a barreira psicológica.